quinta-feira, 1 de maio de 2008

Que grande espiga!

Esqueci-me de apanhar o meu raminho.
Normalmente compro-o. Em Lisboa não é fácil de apanhar mas aqui, é o que não falta.

Todos os anos, dita a tradição, que na quinta-feira de espiga se apanhem os raminhos (que por aí se vêm à venda), para oferecer às pessoas que nos são mais próximas.

Simbologia:
A espiga - que haja pão, que nunca falte comida e que haja abundância no lar;
O ramo de folhas de oliveira - que haja paz (a pomba da paz traz no bico um ramo de oliveira) e que nunca falte a luz (sabedoria, bom senso, o que lhe quiserem chamar). Antigamente o azeite era o combustível das lamparinas;
Flores (malmequeres, papoilas, etc.) - que haja alegria (simbolizada pela cor das flores). O malmequer ainda, simboliza o ouro e a prata, a papoila, o amor e a vida e o alecrim, a saúde e a força.

(Obrigada às minhas colegas "virtuais" (que, como costumo dizer, de virtual não têm nada) por me fazerem recordar este dia para mim tão simbólico e para o meu homem uma carga de trabalhos, pois ele é alérgico e tem que gramar com um ramo de flores silvestre a apodrecer pela casa, durante um ano.)

4 comentários:

Elsa disse...

Houve quem me quisesse vender um ramo na 4ª feira, por na 5ª ser feriado!!!!!
No 1º de Maio juntei o raminho da espiga a um cravo - até ligaram bem - e desfilei pela Avenida Almirante Reis até Alameda.
Nunca tal me aconteceu, em 34 anos de 1ºs de Maio! Mas ligaram bem!

Marta disse...

Epá!
Então faltaste a algum. É que o de 1974 também conta. Aliás para mim o mais espectacular. Foi quando entendi o que significava o 25 de Abril.

Anónimo disse...

Muito interessante!
Bem, em África não há espiga!?
Tem que se substituir.Quer dizer, a vegetação é diferente.
Não há papoilas, malmequeres do campo há? Ramos de Oliveira, etc...
Eu estive na cidade da Beira, há 12 anos. O meu sogro está lá há 13. Tinham lá passado 17 anos mas depois com a independencia de Moçambique acabaram por regressar a Portugal. Entretanto, África tem algo que prende e chama. O meu sogro regressou ao fim de 14 anos e aí está com 76 e não pára. Agora tenho o marido também a querer regressar a Moçambique, mas ainda temos filhos para acabar de criar. Está nos planos realmente ir para aí assim que fôr possível.
Um Abraço
Ana Paula Matos
Colega da UAb

Marta disse...

Ana Paula

Eu digo precisamente o contrário "mas aqui, é o que não falta".
Curiosamente até folhas de oliveira eu poderia ter arranjado . . . papoilas também acho que sim.
Como digo no fim do post foi no forum da Uab que me lembraram que era quinta feira de espiga.
Criem lá os filhos depressa e venham mas . . . só se a vontade for muita, porque têm alguns . . . obstáculos, digamos, que só com muita determinação se ultrapassam, ou relevam . . . mas depois vale a pena.
Abraços