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quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Revolta em Maputo

"Maputo acordou quarta-feira, 1, sitiada por milhares de pessoas a manifestar-se contra o aumento brutal do custo de vida. Conheça as razões do descontentamento da população." (Visão)





A inestimável STV faz o que pode enquanto a televisão oficial (TVM) transmite uma telenovela mexicana.



Por aqui houve versões para todos os gostos.

(RTPN)

(SIC)

"A cidade de Maputo, capital de Moçambique, está a ser palco de uma espécie de «guerra» esta quarta-feira, na sequência de uma greve que originou manifestações aparentemente espontâneas." (TVI)

Mais um vídeo da TVI

Ao fim do dia a comunicação iluminada do PR.



"Depois de os conflitos terem acalmado um pouco durante a tarde, com o anoitecer voltaram a ouvir-se pela cidade de Maputo tiros e com o reforço da vigilância voaram helicópteros por toda a região de Maputo." (noticias.sapo.mz)

"O Comando Geral da Polícia da República de Moçambique apresentou ao principio da noite de hoje,o balanço preliminar das manifestações ocorridas esta manhã nas cidades de Maputo e Matola." (noticias.sapo.mz)

"Confrontos já chegaram à cidade da Beira, há pelo menos quatro mortos" (TSF)

"Por um lado, é um protesto justo naquilo que pretende do Governo, que não toma medidas para estancar o crescimento do custo de vida, não dialoga e esconde-se na crise internacional, ao mesmo tempo que dá sinais de esbanjamento e de vidas faustosas." (in Público)

"Agora as ordens parecem claras: ninguém pode passar para o cimento. Rapidamente tudo se precipita e os disparos, exclusivamente da polícia, tomam as mais variadas direcções, com dois deles a deixar um corpo já cadáver e outro em estado grave que acaba por ser socorrido pela Cruz Vermelha." (Público)

A razão e o sentido de dois motins (Público)

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Lei de Murphy

Numa tradução livre no inicio do blog (por Tom Jobim), esta lei diz que quando algo corre mal, há sempre mais qualquer coisa que pode correr menos bem.

Em vésperas de regressar a Portugal, quisemos dar uns dias de praia à criança (não vai ter tempo para isso quando chegarmos). Depois de uma pesquisa nas páginas meteorológicas, cheguei à conclusão de que o tempo ia piorar.
Aqui, estamos no pino do inverno e está frio (o suficiente para eu me molhar só até ao joelho mas ainda dá para ela passar meia hora seguida no molho, de onde só sai quando eu a chamo porque em vez de um saudável vermelho-quase-lagosta, ela começa a ficar roxa). Decidimos de imediato (no primeiro fim-de-semana de Agosto).

Nota: faço notar, a quem não me conhece, que quando digo “vermelho-quase-lagosta” estou a gozar com os turistas que tanto apreciam esse tom e relevo de pele mas não me passa pela cabeça deixar a filhota chegar sequer à cor, quanto mais ao tom (é claro que já me descuidei mas é raro).

Tudo correu mal.
Como o Paulo muito bem sintetizou e sem entrar em pormenores, a natureza não programou a nossa ida à Inhaca. O resultado foi um dia de praia sem mar, pois a maré só encheu a horas indecentes. O vento estava tão forte e tão frio que nem na piscina dava para estar.

Bom . . . nem tudo correu mal . . . a meio da última noite e de uma insónia provocada pela algazarra que o vento fazia nas arvores (Sintra é, em comparação, o lugar mais silencioso do mundo), um pássaro (exótico certamente), que madrugada fora refilou bem alto por uma parceira, fez-me lembrar de que estamos em África e do meu fascínio por ela.
A espertina permitiu-me também traçar, com três horas de antecedência, um rigoroso plano de emergência, caso a avioneta (que o Paulo apelida de sapato) caísse no regresso.

Eu não tenho nada contra as avionetas de 15 lugares (apenas terror) mas tenho tudo contra os aviões em geral.
Até que me tenho portado muito bem, tendo em conta o pavor que tenho de voar numa lata fechada, atestada de gasolina e de ilustres e imprevisíveis desconhecidos.
Apenas duas vezes perdi a compostura. Uma, quando reparei que os lugares nos aviões normais estavam a ficar cada vez mais apertados, inclusivamente para mim que tenho a particularidade de caber em qualquer cochicho e uma segunda vez, quando um passageiro desesperado pelo calor tentou fazer uma ligação directa na ventoinha de uma avioneta (sapatinho) que tresandava a gasolina. “Por que no te quedas?!!!” (Ops! Má escolha e eu sem madeira por perto)

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Justiça poética

Sabe tão bem, não é?

Não tenho que reclamar, contestar, nem escrever carta. É só esperar.

Há quem diga que vem com a volta do correio. Outros falam de pagamentos ou de Karma . . .

Pode levar dias ou anos (é melhor não esperar sentada) mas vêm sempre.

Eu nem quero saber se é o carteiro, o contabilista ou o Chi . . . não falha.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

O fugitivo, nem pouco mais ou menos

Como já tinha referido aqui e aqui, o homem tem sido perseguido, indecentemente e agora está aborrecido.

«Vale e Azevedo só volta se o obrigarem (...) e acredita que em Inglaterra vai ter justiça, ao contrário de Portugal» (RTP)

Quererá ele ficar preso em Inglaterra? É capaz das condições serem bem melhores.

É que realmente! . . . não há direito nem justiça em Portugal . . . dizem que prendem e depois nada?!
Mas ele é paciente.

«Advogado britânico diz que ainda não foi notificado sobre mandado de detenção» (Público)

Pode ver-se nestes vídeos (videos.sapo.pt) como o pobre está indignado . . . toda esta indecisão que só lhe atrasa a vida!

PGR aguarda detenção de Vale e Azevedo (23/06/08)

Advogado diz que Vale e Azevedo não quer fugir (23-06-08)

Advogado de Vale e Azevedo ainda não foi notificado (25/06/08)

Vale e Azevedo é empresário de sucesso em Inglaterra (25-06-08)

Vale e Azevedo evoca argumento de cúmulo jurídico (25-06-08)

Mas reparem que o homem ainda não desistiu de ser preso em Portugal e desdobra-se em tentativas

«Vale desvia 2 milhões do Benfica
Crime: Denúncia partiu de Manuel Vilarinho e o caso está na Judiciária» (Correio da Manhã)


terça-feira, 24 de junho de 2008

Mãe, vende-me os certificados de aforro

. . . e abre-me uma conta na Suíça.

«Meus amigos, esqueçam os certificados de aforro! Só no último ano atingem uma taxa interessante que obviamente não paga o “preço” de ter o dinheiro parado e mal pago durante os 9 anos anterior. Sim, há depósitos a prazo a render 5% brutos e até ligeiramente mais, disponíveis no mercado» Economia & Finanças

«o Governo também não se coibiu de reduzir a taxa de remuneração, violando os direitos adquiridos pelos aforradores que, quando compraram certificados, fizeram-no com base num conjunto de condições.» Ladrões de Bicicletas

Esta notícia é de Janeiro, data em que a portaria foi publicada. Como se prova, sou um bocado atrasada em finanças.

Não é que os meus trocos sejam muitos mas é por isso mesmo que estes abusos me afectam.
Para quem está na mesma situação. Com aquela sensação de que, mais uma vez, lhe foram ao bolso sem avisar, aqui estão algumas dicas. Ou então "vá pelos seus dedos" aqui.


(14-08-08) «Crise dos certificados de aforro agrava-se em Julho (DN)

Alerta internacional

. . . para Vale de Azevedo se pôr ao fresco.

«O procurador-geral da República garantiu ontem que está a ser ultimado um mandado de detenção europeu para o antigo presidente do Benfica João Vale e Azevedo e mostrou-se confiante no seu cumprimento» (DN)

É simpático. Eu gosto que me avisem quando vou ter que sair de casa . . . para saber o que vestir.

«O mandato internacional do Ministério Público deverá entrar a qualquer momento no sistema informático da Internpol e da Europl, que solicitarão a um tribunal de Londres que ordene a extradição»

«“um procedimento internacionalmente aceite”, afirmou Pinto Monteiro, esclarecendo que o mandado foi “enviado às autoridades inglesas”.

“Naturalmente será cumprido”, acrescentou o PGR, alertando contudo para o facto de “como o mundo é muito grande ser difícil o seu cumprimento”.» (Público)

Naturalmente que é . . . e agora ainda mais.

(Bolds meus)

terça-feira, 17 de junho de 2008

Democracia às vezes

«A Irlanda ficou com a responsabilidade de encontrar uma saída para o impasse que ela própria criou.
(...)
tendo o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, defendido a continuação do processo de ratificação, a despeito do “não” irlandês
(...)
"Estamos convencidos de que as reformas contidas no Tratado de Lisboa são necessárias para tornar a Europa mais democrática e mais eficaz e que lhe permitirão responder aos desafios com que os nossos cidadãos estão confrontados", afirmaram, na mesma linha, os líderes da França e da Alemanha numa declaração de reacção conjunta.» (Público)

Cá em casa também é assim.
Todos temos opinião válida.
Se escrutinamos uma ida ao Jardim-zoológico em família e eu voto não, eles vão sozinhos.

«O PCP alerta ainda “para as manobras dos que, à semelhança do que sucedeu com a rejeição popular na França e Holanda, pretendem agora manter a ratificação de um Tratado que está juridicamente morto”.

Também o eurodeputado do Bloco de Esquerda se congratulou com a vitória do “não”, considerando que os eleitores irlandeses concretizaram um desejo “de todos os europeus que queriam votar [neste tratado] e foram impedidos pelos seus Governos”. Criticando os que defendem a continuação do processo de ratificação, Miguel Portas garante que, “neste momento, o Tratado de Lisboa está morto”.» (Público)

E isto não é "porreiro" para uma certa carreira que já nasceu . . . digamos que não foi de parto natural.

(os bolds são meus)

terça-feira, 10 de junho de 2008

Patrões, mais gentis que camionistas

Depois de um elemento de um piquete ser atropelado mortalmente

«O líder do bloqueio da Zibreira explicou que o único objectivo do piquete era perguntar ao motorista se desejava aderir à paralisação. (...) "Se a pessoa não queria aderir não adere"» (TSF)
A mim nunca nenhum camionista perguntou se desejava aderir . . . e só não me atropelaram porque eu nunca me pus à frente deles para pedir boleia (e pendurar-me, só nos eléctricos).

«O tenente-coronel Costa Lima do comando da GNR avançou à TSF que o incidente aconteceu quando o homem tentou pendurar-se num camião, mas acabou por cair, tendo sido atropelado pelo pesado.» (Público)

Parece-me que essa pergunta (deseja aderir?) terá que ser colocada noutros moldes . . . mais suaves ainda.

«a situação estava a ser particularmente grave na zona do Carregado, onde os camionistas que querem abandonar a paralisação estavam a ser «agredidos verbalmente» e ameaçados fisicamente se quisessem prosseguir viagem.» (TSF)

«"Distúrbios, pedradas e a danificar propriedade alheia, espero que não aconteça mais", rematou o primeiro-ministro» (Público)

«José Sócrates criticava os excessos no protesto dos camionistas, mas ressalvou que não está em causa a legitimidade da contestação.» (TSF)

Ressalvando então que esta contestação é legítima, Socrates apenas quer dar um puxão de orelhas porque não se atiram pedras às pessoas e assegura

«"Daremos a ajuda que pudermos [às transportadoras] e não aquela que puser em causa o interesse dos outros portugueses", referiu José Sócrates, sublinhando que a ajuda a sectores específicos não poderá pôr em causa o equilíbrio das contas públicas do país. "Não poremos em causa o interesse geral por qualquer interesse específico"»(Público)

É bom ouvir o Primeiro Ministro dizer que não vão pôr em causa o interesse geral por qualquer interesse específico, principalmente depois de tomar conhecimento das instruções do Ministério da Administração Interna

«O Ministério da Administração Interna transmitiu às forças policiais "instruções claras e precisas" para "assegurar que o transporte e o abastecimento de combustíveis se efectuem com todas as condições de segurança".» (Público)

«Uma coluna de camiões da Jerónimo Martins está a ser escoltada pela polícia, ultrapassando desta forma o bloqueio imposto pelas empresas de transporte de mercadorias, afirmou uma fonte policial no Carregado.» (TSF)

ADENDA:
«Um elemento de um piquete de camionistas em Granada foi hoje atropelado mortalmente (...) O camionista, 47 anos, era residente na localidade de Peligros (Granada), casado e com filhos, e trabalhava para um empresário em nome individual que dispunha apenas de um camião. (...) morreu também por atropelamento um elemento de um piquete na localidade Zibreira (Torres Novas). A vítima mortal, 52 anos, trabalhava na transportadora Euro-Ventura, tendo sido atropelado quando tentava parar outro motorista. Em Granada, testemunhas no local, os colegas da vítima mortal, afirmaram que o incidente ocorreu quando o camionista abordou uma furgoneta que estava a descarregar mercadoria num supermercado, localizado nas mediações do mercado, para informar sobre os motivos da paralisação. A vítima aproveitou que a furgoneta reduziu a velocidade para apoiar-se na janela do veículo, mas o motorista optou por não parar e continuou a andar.» (SIC)

Por aqui podem ver-se os "pedidos" de adesão à greve
Aveiras - GNR escoltou 40 camiões até centro de abastecimento de combustível (SIC)
Suspeitas de fogo posto - Camião ardeu junto à estrada,em Castanheira do Ribatejo. (SIC)
«O camionista apedrejado, Raul Fernandes, estava revoltado, até porque o transporte de animais vivos está autorizado pelos organizadores do protesto. O camião acabou por seguir viagem com os quatro piscas ligados.» (RTP)

sábado, 7 de junho de 2008

Os moradores que skodam

depois de ter lido este post Praça das Flores, no Arrastão, recebi isto:

«Pediram-me que divulgasse esta mensagem:

olá,

A Câmara Municipal de Lisboa e os seus vereadores marco perestrello e josé sá fernandes acharam por bem alugar a Praça das Flores, durante 17 dias, a uma marca de automóveis, a Skoda. Durante estes 17 dias, a Skoda realizará várias festas nocturnas de lançamento internacional de um seu novo modelo automóvel, ocupando ininterruptamente a praça.

As pessoas - transeuntes, população do bairro, turistas - não poderão ter acesso à praça entre as 17h e a 01h, período durante o qual decorre a festa privada da Skoda. Uma parte de estrada está vedada e o jardim está todo ele vedado, com gradeamento disfarçado de arbustos. Existem uns seguranças privados à 'porta' (?!?) do jardim e muita polícia.

Existiram já confrontos entre a polícias e os habitantes, com dois destes a serem levados para a esquadra. As festas sucessivas fazem barulho sucessivo, noite após noite. O comércio local (excepto os restaurantes e cafés mais finos que estão instalados na praça e que estão abertos apenas para os convidados-skoda) está a ser prejudicado, segundo os próprios. MAS, mais importante, há um sentimento de revolta pela privatização do espaço público que está em curso (ou, como dizia um vizinho, 'quem tem o pilim é quem manda aqui nos joaquim'). Os moradores e os comerciantes, entre a revolta e o conformismo, estão a pensar organizar algumas coisas de que darei conta assim que tiver mais informação.

Entretanto, peço-vos que divulguem esta situação.

um abraço

xxx

ps - o meu interesse nisto é triplo: como eleitor e apoiante do sá fernandes, tenho algum peso acumulado na consciência face a tudo isto; sou morador, embora o barulho não chegue à minha rua; e, por fim, tenho um preconceito ideológico que me leva a achar que os espaços públicos devem ser comunizados em vez de serem privatizados.
»

Eu divulgo e digo mais . . . sempre achei indecente a privatização do espaço público e nem sei o que faria se isto viesse a acontecer no Jardim da Estrela . . . segurem-me!

Para além disso, depois de ler este post na Gente de Lisboa, página oficial da candidatura de Sá Fernandes, sinto-me também ludibriada (pelo que omite).

«O jardim da Praça das Flores, na freguesia das Mercês vai ser totalmente requalificado, estando os trabalhos de recuperação do espaço já em curso desde a passada semana. (...) Os trabalhos de requalificação deste espaço estarão concluídos na primeira semana do mês de Junho.A recuperação total desta praça lisboeta tão característica e a sua devolução a todos os munícipes e visitantes, com as devidas condições, em termos de lazer e vivência social, faz parte do conjunto de intervenções urgentes contempladas pelo Vereador do Pelouro do Ambiente e Espaços Verdes, José Sá Fernandes, a ter lugar na freguesia das Mercês, que integram o plano de mais de 200 acções a ter lugar nas 53 juntas de freguesia da cidade até 2009, apresentado na CML no passado dia 19 de Maio.»

E pergunto . . . será que as outras 200 acções previstas, vão também ter estes contornos?

sexta-feira, 6 de junho de 2008

O porteiro fica. Estava na manifestação.

Não me espanta nada que as comemorações sejam feitas no exterior . . .

«10 de Junho: Dezanove ministros e secretários de Estado nos quatro cantos do mundo»

O governo não se quer arriscar a esta audiência nas comemorações, apesar de afirmar que os números não os impressionam.

Para quem quiser protestar lá fora, têm vários destinos à escolha, aqui vai a lista.

«Onde vão estar os governantes»
(Fonte: Público)

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Vale e Azevedo com Termo de Identidade e Residência em Londres

«A GNR deslocou-se a casa de Vale e Azevedo em Colares, Sintra, para o deter, no âmbito do caso "Dantas da Cunha"» (msn Desporto)

Tá tudo parvo! Então se o homem há dois anos que foi viver para Londres, com a esposa e é lá que exerce a sua actividade profissional, fazia algum sentido cumprir o Termo de Identidade e Residência em Colares. Corrijam-me se estiver enganada.
Parece que não aprenderam nada com a Felgueiras.

Agora só falta decidirem-se quanto à «Recompensa para quem localizar Vale e Azevedo» . . . há muito boa gente que é capaz de dar uma ajudinha. (diário IOL)

(07-06-08) «O ex-presidente do Benfica João Vale e Azevedo está em Londres com o conhecimento das autoridades portuguesas, aguardando actualmente resposta das mesmas a uma carta, disse hoje à Lusa o seu advogado britânico.Edward Perrot (...) O advogado adiantou ainda que foi enviada uma carta há vários dias às autoridades portuguesas levantando questões sobre a actual situação judicial do seu cliente. "As autoridades, se quiserem localizá-lo, podem fazê-lo através de mim ou responder às cartas que lhes enviei"» (Público)

Que desaforo!!!
Ele tão preocupado com a sua actual situação judicial . . . até enviou uma carta a pedir esclarecimentos (por quem sois?! condenado, em Outubro de 2006, a sete anos e meio de prisão pela prática dos crimes de falsificação e burla qualificada) e inclusivamente se disponibiliza a ser contactado a qualquer momento . . . através do seu advogado . . .
Fazerem este sururu todo . . . um mandato de detenção internacional . . . armados em mete nojo.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Desolação

Depois deste post e deste, a vida na machamba foi voltando à normalidade.
Num terreno de cerca de 2000 m2, composto por mais de uma dezena de machambas, machambeiras e sem-abrigo partilham o mesmo espaço com os corvos e as galinhas do Sr. António, em quase perfeita comunhão . . . não fôra o lixo.

Uma machambeira em particular despertou-me o interesse. Chegava de manhã cedo com um bebé de poucos meses, deitava-o no chão à sombra da única mandioqueira já árvore feita e ia machambar. De início fiquei apreensiva com a possibilidade de algum bicho africano fazer mal ao pobre rebento mas com o passar do tempo, habituei-me e fui acompanhando o desenvolvimento do bebé. Ouvi o primeiro palreio e observei-lhe as primeiras tentativas para levantar a cabeça, deitado de barriga para baixo . . .
Chegado o meio da manhã, chorava de fome ou de aborrecimento e a mãe, entrouxava-o nas costas, machambava mais um pouco e ia-se embora.

Também os sem-abrigo mantiveram as suas rotinas . . . e a compostura . . .

Hoje de manhã um barulho diferente levou-nos à varanda das traseiras, para descobrirmos um tractor a arrasar, sem apelo nem agravo, todo o verde, viçoso e por colher.
Nada se salvou (o Sr. António ainda conseguiu manter parte da sua machamba . . . por hoje) e por pouco não obrigavam o tractorista a varrer os sem-abrigo também (ele parou o tractor e aparentemente recusou-se a dirigir o tractor nessa direcção . . . se os querem expulsar, vão lá falar com eles). Penso que esse foi o único objectivo desta destruição gratuita. À falta de coragem para mandar embora os suspeitos dos assaltos que alegadamente tem acontecido nas nossas barbas, sem que disso tenhamos dado conta, arrasa-se com tudo.

Em poucas horas, os responsáveis pelo terreno, conseguiram destruir o que mais de uma dezena de famílias levou anos a criar para seu sustento.
As traseiras são hoje a imagem da desolação. O lixo, triturado e espalhado pelo campo nu, é agora a única coisa que cresce por ali.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

O Escorpião

Relativamente ao elogio que fiz ao restaurante O Escorpião, retiro já o que disse. Fiz lá o jantar de aniversário e a única coisa que correu bem foi o convívio. De facto foram rápidos de novo . . . também a apresentar-nos uma conta puxada, sobre coisas que não tínhamos encomendado, inclusivamente um bolo meio passado do prazo, que felizmente já não deu para comer (metade das pessoas tinham ido embora e a outra metade desejava já ter ido, enquanto esperava pela conta que ia e vinha). A filhota comeu uma fatia inteira quando chegou a casa mas como qualquer adolescente (ou quase) que se preze, ela pode comer qualquer porcaria que sabe sempre bem e não lhe faz mal.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Apelo ao boicote

A APEL não conseguiu fazer valer o bom senso e cedeu à chantagem.

Saramago, tarde demais, fez saber a sua opinião.

Eu, que não poderei estar na Feira do Livro, nem ir lançar o meu olhar duro e desaprovador, quando passasse em frente aos "diferenciados" do Grupo Leya, faço um apelo. Peço-vos que boicotem os seus stands. Não alimentem a prepotência e o cunhadismo, não ponham lá os pés. Ou pelo menos, se não resistirem a entrar (Oh! como vos conheço . . .), não comprem nada . . . e vejam com as mãos, como os espanhois.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Vê-se logo que desconhecem o que andam a fazer

"é indiscutível que a norma não admite excepções e não há nenhuma forma de a contrariar" (Jorge Miranda via Público)

O desconhecimento da lei não descupabiliza. Multa!
Pelo (...) desconhecimento das disposições legais e regulamentares (...) demonstra falta de zelo pelo serviço. É despedimento! certo?

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Coincidências . . .

Finalmente recebemos uma resposta na nossa procura por uma casa, com um quarto decente para a filhota, que não seja tão escandalosamente cara como esta é. O preço era quase metade e a casa maior, a única questão que se colocava era se a segurança seria tão boa. O prazo de resposta era curto.

Estávamos conferenciando, quando o Paulo se lembrou, tendo em conta que o apartamento de baixo está vago há já algum tempo, de perguntar à gestora das casas se não podíamos passar para o Rés-do-chão, pagando o mesmo preço, pois o segundo quarto é maior e já não nos preocupávamos mais com o assunto.
Estive quase para lhe pedir que não o fizesse, não fosse ele piorar ainda mais a situação, mas a minha infinita fé na reabilitação do ser humano calou-me e ele falou com a senhora. Ficou de nos dar uma resposta dois dias depois, tinha que falar com o chefe.

No dia seguinte, grande reboliço escada a baixo e os nossos vizinhos do lado (a família de um professor universitário moçambicano) mudavam-se para o apartamento que tínhamos pedido. Hoje, temos obras no apartamento que ficou vago mesmo ao lado do quarto da filhota.
Era minúsculo . . . agora também é barulhento.

Entretanto, a dona do outro apartamento, não obteve resposta dentro do prazo e entregou-o a outra pessoa.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Grande argolada mesmo!

Pois é . . . esperei . . . esperei . . . e só não morri na praia porque o FTP que é uma pessoa de bem, apesar das más línguas, acedeu ao meu convite
Venho portanto, por este meio, informar que falhei. A corrente do “Não me importo x 6” ficou meio descontinuada.

Olha! Ficamos assim . . . ao Rui Tavares, ao Daniel Oliveira, ao Manuel Correia, ao Samuel e à Marta . . . 'brigadinha e amigos como dantes.

(10-05-2008) Depois deste post, também o cantigueiro respondeu ao convite. Aqui.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Argoladas

Ora! Fui eu desafiada pelo Antropocoiso a dizer 6 coisas que não me importo de fazer ou de ter. Como as regras já têm vindo a ser subvertidas na sua demarcação “ter e fazer”, quem sou eu para quebrar correntes. Passo a bola a quem, muito melhor do que eu, saberá repor ordem na tasca.

Regras:
- Dizer 6 coisas que não se importe de fazer ou de ter.
- Colocar o link da pessoa que o "mimou".
- Colocar as regras no blog.
- Desafiar 6 pessoas, deixando um comentário nos seus blogs.

Aqui vai:

Não me importo de fumar cannabis sativa, mas só se estiver sozinha ou em muito, mesmo muito boa companhia.

Não me importo de ter preterido uma carreira musical em nome de uma dignidade (que inevitavelmente arrasto pela lama) e de uma felicidade que tem os seus altos e baixos mas que é real.

Não me importo de não receber os créditos de muitas coisas que acontecem por iniciativa minha, eu cá sei.

Não me importo de ter decidido fazer um aborto pois se não o tivesse feito, a minha vida seria o oposto do que é agora e eu não teria a filha maravilhosa que tenho, com o homem que escolhi.

Não me importo que a minha filha se pareça com o pai porque afinal . . . é dele que eu gosto e eu, vejo-me no espelho todos os dias pela manhã.

Não me importo de ter tido uma adolescência inconfessável (enquanto tudo era possível e permitido) pois é graças a essa vivência que posso agora prosseguir sem a angústia de estar a perder alguma coisa.

E a corrente segue para o Rui Tavares, o Daniel Oliveira, o Manuel Correia, o Samuel, o JPT e (por último) uma completa desconhecida que encontrei através de uma pesquisa no google (blog marta de África), a Marta.