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segunda-feira, 15 de setembro de 2008

de Lisboa, despeço-me de África com esta homenagem, feita em Agosto (21/08/89 - data do aniversário da sua morte) mas que, com a confusão da viagem, acabei por não publicar.

O meu "choradinho" preferido - Raul Seixas Ouro de tolo

Tema cuja autoria muita gente desconhece - Raul Seixas - Gita

Um pouco de História - MTV+ Raul Seixas - parte 1, MTV+ Raul Seixas - parte 2, MTV+ Raul Seixas - parte 3

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Regresso a Lisboa

Já só penso em voltar para casa (também não me sai da cabeça um pormenor de somenos importância, como fazer as malas, mas rapidamente o ignoro e adio, até ao momento em que o táxi aparecer lá em baixo para nos levar para o aeroporto).
Foi nessa expectativa, que me veio à memória uma imagem que me ficou gravada, como um retrato. A minha tia-não-sei-quantas-vezes-avó, de 90 anos, sentada a coser numa máquina de costura Singer (peça de museu) provavelmente mais recente que a senhora, a cantar para mim a “Alegre casinha”.

Aqui, na versão original (a interpretação deixa muito a desejar). Aqui, uma versão instrumental de um dos muitos utilizadores do You Tube, que tem a particularidade de tocar a melodia mais ou menos correcta.

Curiosidade: a parte que falta na versão dos Xutos, o refrão, reza assim:
Tudo podem ter os pobres ou os ricos de algum dia, mas quase sempre o lar dos pobres tem mais alegria.
A sabedoria popular no seu melhor.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Durão solidário com os irlandeses

«Numa alusão à crise institucional em que a UE mergulhou há três anos, na sequência da rejeição do anterior projecto de Tratado Constitucional em referendos em França e na Holanda, o presidente do executivo comunitário afirmou que a Europa não se pode dar ao luxo de continuar a "gastar energias" com mais crises institucionais e tem de combater o pessimismo.

"O Mundo não fica à espera que a Europa resolva o seu problema institucional" e é necessário enfrentar os desafios globais tais como a segurança energética, alterações climáticas, terrorismo, imigração e "uma competição mais dura que nunca", afirmou.» (Público)

Depreender-se-á por aqui, que vão arregaçar as mangas, colocar a questão do tratado para trás das costas e começar a trabalhar a sério.

«Barroso garantiu no entanto que Dublin pode contar com o apoio de Bruxelas e dos restantes Estados-membros.
"Vamos trabalhar com os nossos amigos irlandeses num espírito de solidariedade", assegurou.» (SIC Online)

Espírito de solidariedade . . . isto promete.

«O presidente da Comissão Européia voltou a dizer que o processo de ratificação do Tratado de Lisboa deve prosseguir nos oito países que ainda não assumiram uma posição, para depois se procurar - sem precipitação, mas com alguma urgência - a solução para superar a crise.

Na sessão plenária, alguns deputados britânicos eurocéticos empunhavam faixas e exibiam camisetas com os dizeres: "Respeitem o voto irlandês".» (Lusa)

É que cada vez percebo menos de política.

Mas de jornalismo vou percebendo algumas coisas. Como o facto dos jornalistas recorrerem com muita frequência ao copy paste das notícias da Lusa e aparentemente uns dos outros (reparem nos dois últimos parágrafos em cada notícia).
Ué?! eu também faço isso mas eu sou uma bloguinha (e tento ser um nadinha mais criativa).

terça-feira, 17 de junho de 2008

Democracia às vezes

«A Irlanda ficou com a responsabilidade de encontrar uma saída para o impasse que ela própria criou.
(...)
tendo o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, defendido a continuação do processo de ratificação, a despeito do “não” irlandês
(...)
"Estamos convencidos de que as reformas contidas no Tratado de Lisboa são necessárias para tornar a Europa mais democrática e mais eficaz e que lhe permitirão responder aos desafios com que os nossos cidadãos estão confrontados", afirmaram, na mesma linha, os líderes da França e da Alemanha numa declaração de reacção conjunta.» (Público)

Cá em casa também é assim.
Todos temos opinião válida.
Se escrutinamos uma ida ao Jardim-zoológico em família e eu voto não, eles vão sozinhos.

«O PCP alerta ainda “para as manobras dos que, à semelhança do que sucedeu com a rejeição popular na França e Holanda, pretendem agora manter a ratificação de um Tratado que está juridicamente morto”.

Também o eurodeputado do Bloco de Esquerda se congratulou com a vitória do “não”, considerando que os eleitores irlandeses concretizaram um desejo “de todos os europeus que queriam votar [neste tratado] e foram impedidos pelos seus Governos”. Criticando os que defendem a continuação do processo de ratificação, Miguel Portas garante que, “neste momento, o Tratado de Lisboa está morto”.» (Público)

E isto não é "porreiro" para uma certa carreira que já nasceu . . . digamos que não foi de parto natural.

(os bolds são meus)

sexta-feira, 13 de junho de 2008

"...sonhando versos e sorrindo em itálico..."

"Ah a frescura na face de não cumprir um dever!

Faltar é positivamente estar no campo!

Que refúgio o não se poder ter confiança em nós!

Respiro melhor agora que passaram as horas dos encontros.

Faltei a todos, com uma deliberação do desleixo,

Fiquei esperando a vontade de ir para lá, que eu saberia que não vinha.

Sou livre, contra a sociedade organizada e vestida.

Estou nu, e mergulho na água da minha imaginação.

É tarde para eu estar em qualquer dos dois pontos onde estaria à mesma hora,

Deliberadamente à mesma hora…

Está bem, ficarei aqui sonhando versos e sorrindo em itálico.

É tão engraçada esta parte assistente da vida!

Até não consigo acender o cigarro seguinte…

Se é um gesto,

Fique com os outros, que me esperam, no desencontro que é a vida."

1929, Álvaro de Campos (Fernando Pessoa)

Mundo Pessoa

sábado, 7 de junho de 2008

Os moradores que skodam

depois de ter lido este post Praça das Flores, no Arrastão, recebi isto:

«Pediram-me que divulgasse esta mensagem:

olá,

A Câmara Municipal de Lisboa e os seus vereadores marco perestrello e josé sá fernandes acharam por bem alugar a Praça das Flores, durante 17 dias, a uma marca de automóveis, a Skoda. Durante estes 17 dias, a Skoda realizará várias festas nocturnas de lançamento internacional de um seu novo modelo automóvel, ocupando ininterruptamente a praça.

As pessoas - transeuntes, população do bairro, turistas - não poderão ter acesso à praça entre as 17h e a 01h, período durante o qual decorre a festa privada da Skoda. Uma parte de estrada está vedada e o jardim está todo ele vedado, com gradeamento disfarçado de arbustos. Existem uns seguranças privados à 'porta' (?!?) do jardim e muita polícia.

Existiram já confrontos entre a polícias e os habitantes, com dois destes a serem levados para a esquadra. As festas sucessivas fazem barulho sucessivo, noite após noite. O comércio local (excepto os restaurantes e cafés mais finos que estão instalados na praça e que estão abertos apenas para os convidados-skoda) está a ser prejudicado, segundo os próprios. MAS, mais importante, há um sentimento de revolta pela privatização do espaço público que está em curso (ou, como dizia um vizinho, 'quem tem o pilim é quem manda aqui nos joaquim'). Os moradores e os comerciantes, entre a revolta e o conformismo, estão a pensar organizar algumas coisas de que darei conta assim que tiver mais informação.

Entretanto, peço-vos que divulguem esta situação.

um abraço

xxx

ps - o meu interesse nisto é triplo: como eleitor e apoiante do sá fernandes, tenho algum peso acumulado na consciência face a tudo isto; sou morador, embora o barulho não chegue à minha rua; e, por fim, tenho um preconceito ideológico que me leva a achar que os espaços públicos devem ser comunizados em vez de serem privatizados.
»

Eu divulgo e digo mais . . . sempre achei indecente a privatização do espaço público e nem sei o que faria se isto viesse a acontecer no Jardim da Estrela . . . segurem-me!

Para além disso, depois de ler este post na Gente de Lisboa, página oficial da candidatura de Sá Fernandes, sinto-me também ludibriada (pelo que omite).

«O jardim da Praça das Flores, na freguesia das Mercês vai ser totalmente requalificado, estando os trabalhos de recuperação do espaço já em curso desde a passada semana. (...) Os trabalhos de requalificação deste espaço estarão concluídos na primeira semana do mês de Junho.A recuperação total desta praça lisboeta tão característica e a sua devolução a todos os munícipes e visitantes, com as devidas condições, em termos de lazer e vivência social, faz parte do conjunto de intervenções urgentes contempladas pelo Vereador do Pelouro do Ambiente e Espaços Verdes, José Sá Fernandes, a ter lugar na freguesia das Mercês, que integram o plano de mais de 200 acções a ter lugar nas 53 juntas de freguesia da cidade até 2009, apresentado na CML no passado dia 19 de Maio.»

E pergunto . . . será que as outras 200 acções previstas, vão também ter estes contornos?

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Apelo ao boicote

A APEL não conseguiu fazer valer o bom senso e cedeu à chantagem.

Saramago, tarde demais, fez saber a sua opinião.

Eu, que não poderei estar na Feira do Livro, nem ir lançar o meu olhar duro e desaprovador, quando passasse em frente aos "diferenciados" do Grupo Leya, faço um apelo. Peço-vos que boicotem os seus stands. Não alimentem a prepotência e o cunhadismo, não ponham lá os pés. Ou pelo menos, se não resistirem a entrar (Oh! como vos conheço . . .), não comprem nada . . . e vejam com as mãos, como os espanhois.

sábado, 17 de maio de 2008

Impõe-se um esclarecimento aos munícipes.

Pouco me importa se as barraquinhas são cinzentas, verde-cueca ou rosa-choque. Se em Assembleia geral se chegou a um consenso relativamente aos modelos dos stands isso tem que ser respeitado.

Eu até nem vou à Feira do Livro este ano mas incomoda-me, muito, que uma Câmara que não tem dinheiro, se dê ao luxo de parar os trabalhos de montagem, inclusivamente adiar a inauguração, porque alguém quis ser figura de excepção e não fez a inscrição pelas vias regulamentares. Algo está podre no processo.
Está a interferir na organização da Feira, entregue, bem ou mal, à APEL (Associação portuguesa de editores e livreiros), em nome de um qualquer interesse público.
Urge saber o que é que a Câmara Municipal de Lisboa considera de “interesse público”, porque é o meu dinheiro que escoa para o bolso de interesses que estão longe de ser os meus (públicos).

Numa notícia do Público de 16-05-08 lia-se «Num memorando entregue esta manhã na autarquia, a APEL reafirmou estar aberta à inclusão daquele grupo editorial na Feira, "desde que se inscreva nas mesmas condições de todos os participantes".
A APEL, lê-se no comunicado, "nunca aceitou qualquer compromisso para o acolhimento de novos modelos de stands" e nunca esteve em causa um "regime de excepção" para o Grupo Leya participar no certame.»

Em que é que ficamos? E quem é que presta esclarecimentos aos munícipes já embrulhados com toda esta caldeirada?

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Olha! Mais cortes!

Agora, de 75 por cento no financiamento dos arraiais das Festas de Lisboa.

«"Se a Câmara tem problemas é porque alguém os criou e não foram as colectividades"» (Sol)
Eu não diria tanto. Se «no ano passado cada uma delas recebeu 5.150 euros» (não imagino quanto terá sido nos anos anteriores, em tempo das vacas gordas), também ajudaram um bocadinho.

«"Caso se mantenha esta verba não podemos fazer arraiais. Não temos capacidade para isso. Pagamos as licenças e o policiamento e depois? Pomos os polícias a cantar?"» (Sol)
Nãããããoooo santinho!
Fazem assim, cobram dois euros por sardinha como costumam fazer e ainda vos sobra dinheiro.

Dou-vos o dinheiro mas só se deixarem o paesinho brincar

E ele é que escolhe as regras do jogo . . .
. . . Ah! e já me esquecia, a Feira do Livro só é considerada "de interesse público", se lá estiver o grupo editorial Leya.

A abrilhantar o debate sobre a questão das barraquinhas da Feira do Livro, surge um representante desse grupo tão acarinhado, a fazer fosquinhas «“Vamos estar no Parque Eduardo VII com os nossos pavilhões e os nossos autores", disse Gomes Teixeira (...). O mesmo responsável vincou que “são públicas as autorizações da Câmara de Lisboa”.»

Mas nem tudo é soberba no mundo dos grandes. Há quem tenha decoro, como é «o caso de Guilherme Valente, da Gradiva, que anunciou há poucos minutos a sua saída desta associação (UEP). “A situação e o comportamento do Grupo Leya na UEP (União dos Editores Portugueses), perverte, em meu entender, o seu carácter e inviabiliza a sua acção de Associação de Editores".» (Público)

Aqui o comunicado de imprensa da APEL, intitulado " A Feira do Livro de Lisboa e as pressões do Grupo Leya". A posição da APEL face à Feira do Livro

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Todos p'rá Feira do Relógio! JÁ!!!

A pouco mais de 15 dias do lançamento da antologia de fotografia (47 autores), "FRAGMENTOS DE EMOÇÃO Antologia de Fotógrafos Contemporâneos" e perante a notícia do Público «Câmara de Lisboa suspende montagem da Feira do Livro e pondera cancelamento de subsídio» , António Silva (que presumo autor do blog FRAGMENTOS DE EMOÇÃO) pergunta num comentário à mesma «. . . e agora? Meus senhores . . .».

Eu pergunto o mesmo e pergunto mais . . .

Será que é mesmo o facto de a APEL não ter entregue o “layout” da distribuição dos pavilhões no Parque Eduardo VII, que está em causa?
Se sim, porque é que só agora decidiram suspender a montagem da Feira? Em principio o "layout" já deveria ter sido entregue há muito mais tempo, ou estou enganada?

Vendo as coisas na outra perspectiva, a tal que parece ser secundária . . . se é a Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), a entidade responsável pela organização do evento, porque é que a querem obrigar a autorizar a montagem de pavilhões diferenciados? (Público) Sejam do grupo Leya, do Pais do Amaral ou do Zequinha das pevides.

Em todos estes anos de Feira do Livro, já ouvi queixas em relação ao Sol, à chuva, ao vento, à falta de bicas de água, casas de banho, falta de tempo, falta de dinheiro, falta . . . de energia . . . mas nunca, nunca ouvi uma queixa que fosse em relação às barraquinhas.
Por mim, se é que a minha opinião de alfacinha conta, o grupo Leya pode pôr os seus pavilhões diferenciados . . . na Feira do Relógio, que é para o lado que eu durmo melhor.
Inovação . . . se a Câmara quer inovação . . . comecem por resolver todas as falhas que eu acabei de enumerar. Isso é que era uma grande inovação!

Esta agora . . . ainda por cima uma Praça . . . para isso já existe o segundo andar da Praça da Ribeira. Não lhes serve?
E a praça dos Restauradores? Já estou como o outro:

"- Quem? O infinito?
Diz-lhe que entre. Faz bem ao infinito estar entre gente." (Alexandre O’Neill)

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Ganharam os camelos

Está decidido! O aeroporto vai para o "deserto".

«O Conselho de Ministros aprovou hoje uma resolução que confirma "a aprovação da localização do novo aeroporto de Lisboa na zona do Campo de Tiro de Alcochete"» (PÚBLICO)

Ganho eu que deixo de ouvir os aviões e de apanhar um susto de cada vez que aterro em Lisboa.
Perdem os recentes proprietários dos terrenos da OTA. Tadinhos dos especuladores.

sábado, 3 de maio de 2008

É hoje! É hoje!

A Marcha Global da Marijuana é uma iniciativa internacional, pacífica, que tem lugar em várias cidades do planeta em simultâneo, sempre no primeiro sábado do mês de Maio.

«Em Portugal o consumo da canábis foi descriminalizado em 2001. No entanto, a perseguição policial aos consumidores mantém-se e o risco de se ser tomado por traficante é demasiado grande ...
(...)
De salientar que esta lei explicita que é “sem consequências jurídicas”, o que significa aquele que tenha até àquela quantidade não será considerado um criminoso, mas poderá ser penalizado com uma contra-ordenação (multa) e poderá ter de se submeter a tratamento psicológico se o juiz de turno assim o entender.
(...)
a maior parte dos consumidores preferem comprar mais de cada vez para não ter de estar sempre a recorrer aos “dealers”, com os riscos que isso supõe não só em termos de segurança, mas pela possibilidade de ser induzido a comprar drogas verdadeiramente perniciosas.
(...)
A proibição de cultivar esta planta obriga os consumidores a alimentar actividades criminosas.»
(MGM)

«A Comissão Organizadora da Marcha Global da Marijuana em Lisboa (COM.MARIA) (...) quer a "legalização da cannabis e das suas utilizações", bem como regulamentar "modos de obtenção da cannabis" e "encorajar o estudo e a pesquisa das muitas utilizações benéficas da planta Cannabis Sativa L.".
(...)
Na opinião de Nuno Pombeiro, "a proibição não trouxe vantagens nenhumas, há mais consumo, mais tráfico e mais dinheiro envolvido, e também mais apreensões".
Questionado pelos jornalistas acerca das consequências do consumo da cannabis, Nuno Pombeiro admitiu que "não é inócuo", mas tal como não o é o consumo de qualquer substância se for em excesso, até o sal ou o doce, mas "tudo depende do seu uso, por isso é importante informar as pessoas".»

(RTP)

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Que grande espiga!

Esqueci-me de apanhar o meu raminho.
Normalmente compro-o. Em Lisboa não é fácil de apanhar mas aqui, é o que não falta.

Todos os anos, dita a tradição, que na quinta-feira de espiga se apanhem os raminhos (que por aí se vêm à venda), para oferecer às pessoas que nos são mais próximas.

Simbologia:
A espiga - que haja pão, que nunca falte comida e que haja abundância no lar;
O ramo de folhas de oliveira - que haja paz (a pomba da paz traz no bico um ramo de oliveira) e que nunca falte a luz (sabedoria, bom senso, o que lhe quiserem chamar). Antigamente o azeite era o combustível das lamparinas;
Flores (malmequeres, papoilas, etc.) - que haja alegria (simbolizada pela cor das flores). O malmequer ainda, simboliza o ouro e a prata, a papoila, o amor e a vida e o alecrim, a saúde e a força.

(Obrigada às minhas colegas "virtuais" (que, como costumo dizer, de virtual não têm nada) por me fazerem recordar este dia para mim tão simbólico e para o meu homem uma carga de trabalhos, pois ele é alérgico e tem que gramar com um ramo de flores silvestre a apodrecer pela casa, durante um ano.)

sábado, 26 de abril de 2008

E perguntam vocês, hilariante porquê?

Porque é que achei este vídeo hilariante?

Porque nunca tinha visto esta magnífica reportagem e fiquei com a perfeita noção da rebaldaria que foi essa manhã histórica . . . de tal maneira assustadora que as poucas pessoas que se abrigaram quando começaram os tiros, foram os jornalistas (assim parece). Um “Sai da frente que a gente quer ver”, provavelmente gritado aos soldados (assim parece) . . . a pose do recruta que escolta o Chaimite com o troféu lá dentro. Pérolas.

E porque é que nunca tinha visto?
Porque lá em casa nós não tínhamos televisão.
Só muitos anos mais tarde é que, eu e os meus irmãos, conseguimos convencer a nossa mãe de que era humilhante não ter televisão e, simultaneamente, andar na escola. Quando os nossos colegas falavam do programa, filme ou documentário muitaaa giro do dia anterior, todos tinham algo a dizer. ”Sim! Viste a jibóia a engolir o cabrito todo de uma vez só?!” e nós . . . calados?!!! . . . não era normal.
Lá vinha o “Não têm televisão?!”, “És pobre?” e “A tua mãe considera o quê?!!!” . . . interrogações de quem nos via como seres exóticos.
Em contrapartida fomos dos primeiros a ter um spectrum (falarei um dia sobre essa experiência e da aprendizagem do conceito de partilha).

Da adolescência, para além da memória daquela massa popular a circular na avenida em calções, a banhar-se nas fontes públicas, dos bilhetes de identidade nos pára brisas e cravos . . . muitos cravos, o mais que guardo são fotografias ou descrições desse dia.

A televisão se alguma vez a mostrou (a reportagem), dava sempre uma seca tão grande na introdução, um discurso (tipo cassete) tão comprido e já tão vazio de sentido, que a minha paciência (esgotada pelo Vasco Granja) já não me permitia esperar para ver.

A primeira vez que vi imagens (não fotográficas) do 25 de Abril e do PREC, foram as de Thomas Harlan. A polémica da enxada ser ou não ser da cooperativa, a reacção das mulheres às riquezas da casa dos senhores, todos esses pormenores etnográficos reportados aqui e aqui (atente-se ao minuto 2:40) . . . conquistaram a minha atenção.

Agora, para o bem e para o mal, há o you tube.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Sem comentários

Crise internacional apressou Tratado de Lisboa (DN)

"A Assembleia da República aprovou ontem o Tratado de Lisboa por uma expressiva maioria, com PS, PSD e CDS unidos no voto a favor do documento. PCP, BE e PEV votaram contra, apontando a perda de soberania nacional como o mal maior de um texto que dizem ser um "passo atrás" na construção europeia."

Jardim disponível para apoiar Santana Lopes (Sol)

"O presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, não deverá avançar para a liderança do PSD e deu hoje o seu apoio a uma eventual candidatura de Pedro Santana Lopes ..."

Mugabe festeja vitórias da recontagem (JN)

"Ao mesmo tempo que o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, se prepara para apresentar uma proposta de embargo de armas ao Zimbabwe, a Zanu, partido de Robert Mugabe, festeja as primeiras vitórias na recontagem dos votos e que, anteriormente, tinham sido atribuídas à Oposição. O Movimento para a Mudança Democrática (MDC) afirma que a recontagem, feita sem a presença de observadores externos, é uma tentativa de lhe retirar a maioria conquistada nas eleições legislativas do dia 29 de Março."

terça-feira, 22 de abril de 2008

Os políticos fazem política

Eu acho que . . . assim . . . está bem de ver que os políticos fazem política, que um homem tem que ganhar a vida mas . . . a modos que a demissão do Menezes p'rá esquerda, a Angola do Jerónimo p'rá direita, o Barreto a Leste, o Jardim que não dá Cavaco à Madeira, o Natal do Paulo Bento em Leiria e por aí a fora . . . é uma salsada . . .

Depois vêm os senhores lá do governo e também querem fazer o mesmo . . . e claro está que eles não percebem nada da horta . . . se eles se deixassem de políticas e governassem, a gente ficava mais satisfeita, ai isso ficava . . . que eu tenho para mim que se não fosse a política até eu já estaria mais bem governada.

Maria Ingrácia

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Al José

Para já, devo informar que o título é roubado sem escrupulos nenhuns a um *?!<#&>%!?* de um comentador do Público que decerto não se importará. Talvez se importe com a classificação que lhe dei mas sempre ganha um pouco de visibilidade e agora faz-se de tudo por um pouco da dita.

A notícia, é o facto de José Sá Fernandes ter sido elogiado pela estação televisiva Al-Jazeera.

LISBOA VISTA PELA AL JAZEERA

PROGRAMMES PEOPLE & POWER