Porque é que ardem tantos lares de idosos por este mundo fora?
«Duas pessoas morreram e 27 ficaram feridas na sequência de um incêndio ocorrido hoje de madrugada num prédio em Lisboa onde funciona um lar de idosos.
(...)
O incêndio atingiu um prédio no Largo do Convento da Encarnação, junto ao Campo de Santana, em Lisboa, onde estava instalado um Centro Integrado do Centro Regional da Segurança Social. » (Público)
«O edifício pertence ao Serviço de Acolhimento da Segurança Social onde funcionam mini-residências para famílias em risco. No centro residem 74 pessoas, dez delas idosos.» (RTP)
Porque é que nunca mais resolvem o prolema do estacionamento em Lisboa?
«“Esta é uma das zonas da cidade de Lisboa que inspira sempre um cuidado em termos de acessibilidade das viaturas de emergência”, afirmou. O edifício está situado numa zona antiga, numa praceta que dá acesso a ruas muito estreitas e que tem vários carros estacionados.» (RTP)
E para onde é que vai o meu dinheiro?
«Houve dificuldades no combate porque os meios não eram os mais adequados”, afirmou, referindo-se à falta de extintores, de portas corta-fogo, saídas de emergência e da planta de emergência.» (RTP)
terça-feira, 29 de abril de 2008
Eu só pergunto
O melhor remédio III
O post anterior, tentei eu encerrar com uma daquelas frases engraçadas sobre matemática que há uns anos atrás havia aos pontapés. Não me lembro de nenhuma (neste momento "eu é mais e-fólios") e não encontrei nada na curta pesquisa que fiz. Em contrapartida encontrei mais umas doses daquele remédio que eu uso e abuso.

"Matemáticos são pessoas capazes de dizer que, quando há supostamente 3 pessoas numa sala e dela saem 5, duas devem entrar para a sala estar vazia."

Um português vai a um laboratório levar o seu exame de fezes e muito timidamente entrega o recipiente à enfermeira. A moça pega no material com indiferença, cola uma fita adesiva sobre o frasco e diz:
- Por favor, o senhor poderia colocar o nome nessa etiqueta?
E o portuga escreve: “Merda”.

Na lanchonete da Vila Olímpica de Atenas, um bêbado (não me pergunte de onde ele veio que eu também não sei!) cutuca uma mulher e diz:
- Posso te c-contar uma (hic) piada de loira?
- Você que sabe! — respondeu ela — Mas olha bem p’ra mim! Eu sou Sueca, loira natural, tenho um metro e oitenta de altura, 70 quilos, sou triatleta e faço luta greco-romana!
O bêbado fica olhando e não diz nada. Ela continua:
- Agora dá uma olhada na minha amiguinha aqui do lado! Ela é loiríssima, tem um e noventa de altura, pesa 85 quilos… É jogadora de basquete!
O bêbado continua impassível e a loira prossegue:
- Agora olha p’ro outro lado! Tá vendo essa loira maior do que a Peiticeira?
- A-ham…
- Pois então, somos amigas de infância! Ela é campeã sul-americana de halterofilismo, tem um e oitenta de altura e quarenta centímetros de braço!
E o bêbado continua só olhando.
- Agora a escolha é sua, se você quiser contar a piada, vá em frente!
O bêbado pensa um pouco, olha para cada uma das loiras e diz:
- Ah, se tiver que explicar três vezes eu prefiro nem contar!
segunda-feira, 28 de abril de 2008
Argoladas
Ora! Fui eu desafiada pelo Antropocoiso a dizer 6 coisas que não me importo de fazer ou de ter. Como as regras já têm vindo a ser subvertidas na sua demarcação “ter e fazer”, quem sou eu para quebrar correntes. Passo a bola a quem, muito melhor do que eu, saberá repor ordem na tasca.
Regras:
- Dizer 6 coisas que não se importe de fazer ou de ter.
- Colocar o link da pessoa que o "mimou".
- Colocar as regras no blog.
- Desafiar 6 pessoas, deixando um comentário nos seus blogs.
Aqui vai:
Não me importo de fumar cannabis sativa, mas só se estiver sozinha ou em muito, mesmo muito boa companhia.
Não me importo de ter preterido uma carreira musical em nome de uma dignidade (que inevitavelmente arrasto pela lama) e de uma felicidade que tem os seus altos e baixos mas que é real.
Não me importo de não receber os créditos de muitas coisas que acontecem por iniciativa minha, eu cá sei.
Não me importo de ter decidido fazer um aborto pois se não o tivesse feito, a minha vida seria o oposto do que é agora e eu não teria a filha maravilhosa que tenho, com o homem que escolhi.
Não me importo que a minha filha se pareça com o pai porque afinal . . . é dele que eu gosto e eu, vejo-me no espelho todos os dias pela manhã.
Não me importo de ter tido uma adolescência inconfessável (enquanto tudo era possível e permitido) pois é graças a essa vivência que posso agora prosseguir sem a angústia de estar a perder alguma coisa.
E a corrente segue para o Rui Tavares, o Daniel Oliveira, o Manuel Correia, o Samuel, o JPT e (por último) uma completa desconhecida que encontrei através de uma pesquisa no google (blog marta de África), a Marta.
domingo, 27 de abril de 2008
Pastor em estado de choque
Um rebanho de ovelhas chocou com um comboio de alta velocidade enquanto circulava dentro de um tunel perto de Fulda, na Alemanha. O comboio descarrilou, tendo o incidente provocado 19 feridos.
Foi aberta investigação para averiguar porque é que as ovelhas estavam dentro do túnel e porque é que o comboio, que circulava a 200 quilómetros por hora, descarrilou.
As ovelhas, 20 das quais morreram, ainda não puderam prestar declarações. (Público)
Por estas e outras é que eu não gosto de passar nos túneis, nem de andar a 200 quilómetros à hora.
ASAE ataca de novo
Amigos do ambiente perseguidos na Ericeira.
"A junta de freguesia da Ericeira foi multada em sete mil euros utilizar óleos reciclados para mover os carros do lixo, em vez de comprar combustíveis fósseis, pelo que o Estado se considera lesado. O presidente da junta, citado pela TSF, já garantiu que não vai pagar a multa.
Joaquim Casado explicou que há vários anos que recorrem aos óleos usados mas que só agora a Direcção-Geral de Finanças do Ministério da Economia e a Direcção-Geral das Alfândegas o informaram da necessidade de legalizar a produção de biodiesel. “Fiz todos os esforços para me legalizar e, depois de preencher uma série de requisitos, fiquei espantado ao deparar que a quota está esgotada no país”, acrescentou o presidente da junta.
(...)
A junta de freguesia da Ericeira afirma que foi pioneira na recolha porta-a-porta dos óleos usados que começou por entregar a uma empresa de produção de biodiesel. "Com esse dinheiro comprámos fotocopiadoras para todas as escolas do ensino básico e só mais tarde é que se avançou para a produção própria de bio-combustível", disse Joaquim Casado." (Público)
É o que eu digo. Qualquer dia vem cá a casa porque eu deixei estragar sopa.
sábado, 26 de abril de 2008
E perguntam vocês, hilariante porquê?
Porque é que achei este vídeo hilariante?
Porque nunca tinha visto esta magnífica reportagem e fiquei com a perfeita noção da rebaldaria que foi essa manhã histórica . . . de tal maneira assustadora que as poucas pessoas que se abrigaram quando começaram os tiros, foram os jornalistas (assim parece). Um “Sai da frente que a gente quer ver”, provavelmente gritado aos soldados (assim parece) . . . a pose do recruta que escolta o Chaimite com o troféu lá dentro. Pérolas.
E porque é que nunca tinha visto?
Porque lá em casa nós não tínhamos televisão.
Só muitos anos mais tarde é que, eu e os meus irmãos, conseguimos convencer a nossa mãe de que era humilhante não ter televisão e, simultaneamente, andar na escola. Quando os nossos colegas falavam do programa, filme ou documentário muitaaa giro do dia anterior, todos tinham algo a dizer. ”Sim! Viste a jibóia a engolir o cabrito todo de uma vez só?!” e nós . . . calados?!!! . . . não era normal.
Lá vinha o “Não têm televisão?!”, “És pobre?” e “A tua mãe considera o quê?!!!” . . . interrogações de quem nos via como seres exóticos.
Em contrapartida fomos dos primeiros a ter um spectrum (falarei um dia sobre essa experiência e da aprendizagem do conceito de partilha).
Da adolescência, para além da memória daquela massa popular a circular na avenida em calções, a banhar-se nas fontes públicas, dos bilhetes de identidade nos pára brisas e cravos . . . muitos cravos, o mais que guardo são fotografias ou descrições desse dia.
A televisão se alguma vez a mostrou (a reportagem), dava sempre uma seca tão grande na introdução, um discurso (tipo cassete) tão comprido e já tão vazio de sentido, que a minha paciência (esgotada pelo Vasco Granja) já não me permitia esperar para ver.
A primeira vez que vi imagens (não fotográficas) do 25 de Abril e do PREC, foram as de Thomas Harlan. A polémica da enxada ser ou não ser da cooperativa, a reacção das mulheres às riquezas da casa dos senhores, todos esses pormenores etnográficos reportados aqui e aqui (atente-se ao minuto 2:40) . . . conquistaram a minha atenção.
Agora, para o bem e para o mal, há o you tube.
sexta-feira, 25 de abril de 2008
. . . e Abril foi assim . . .
25 de Abril 1974 - Revolução dos Cravos
25 de Abril Dispensava o Pégaso no fim mas . . .
Portugal, Lisboa. Revolução de 25 de Abril de 1974 (Reportagem do cerco ao Quartel do Carmo)
Assustador de facto . . . eu diria mais, hilariante.
Abril deu-me hoje . . . saudades
Zeca Afonso- A formiga no carreiro (Certamente)
Traz Outro Amigo Também - José Afonso (Diário de um sociólogo)
